Apostila e material de estudo sobre padrões web em português

Recentemente o site do Governo Eletrônico lançou um projeto implementar padrões web no site do governo. E inclusive lançou uma cartilha de codificação para auxiliar as administrações públicas.

O objetivo da cartilha é:

  • Estabelecer padrões de qualidade de uso, desenho, arquitetura de informação e navegação;
  • Estabelecer um fluxo de criação, desenvolvimento e manutenção na gestão dos sítios governamentais;
  • Consolidar a acessibilidade;
  • Criar artefatos de acordo com os padrões estabelecidos pelo W3C.

copyA apostila pode ser lida por qualquer desenvolvedor web, pois fala de padrões web em geral e não de sites do governo.

Clique aqui para baixar a cartilha.

Outra coisa que chamou a atenção essa semana, foi o blog do Danilo Nunes, ele está traduzindo um curso sobre padrões web que funcionários da Opera fizeram pra implementar nas universidades americanas, um projeto bem legal.

O curso (original, em inglês) tem 50 artigos, cada um bem detalhado. O Danilo Nunes disse que vai traduzir um por semana.

Resumo de como foi o 1º Fórum W3C Brasil

O fórum realizado hoje na sede da NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br), diferente do padrão de eventos sobre internet no Brasil, contava com poucos programadores, muitos professores, diretores de empresas, com uma média de idade alta (talvez eu, com 25 anos, fosse o mais novo). O evento foi bem restrito, cerca de 60 pessoas apenas (contando com os palestrantes e organizadores) estavam por lá. O fórum foi a segunda atividade pública da W3C no Brasil.

E evento começou com Demi Getschko, Diretor-Presidente da NIC.br, contando um pouco da história da NIC.br, quem controla toda a estrutura dos dominios .br. A NIC.br foi criada a 5 anos e ativada a 3 anos atrás Muitas coisas interessante e curiosidades foram ditas, como por exemplo:

* Até 1997 os registros de domínios era gratuíto no Brasil, depois passaram para 50 reais anuais, 40 e agora 30.
* O Brasil já exportou (gratuítamente) o algorítmo que controla os dominios .br para outros países.
* Brevemente será lançado um domínio exclusivo para bancos (o que deve dificultar fraldes).

Everaldo Bechara, Presidente do iLearn, nos contou da dificuldade que era disseminar padrões WEB a anos atrás. houve muita resistência de empresas que acreditavam ter mais custos, desigers achavam que iam ter menos recursos, achando iria “engessar” o Layout, além dos CMS’s amarrados não deixavam implementar padrões, etc… Mas pensando bem, essas coisas melhoraram, mas não mudaram tanto.
Fórum W3C Brasil - Everaldo Bechara

Ricardo Kobashi, Coordenador dos sítios de governo falou bastante sobre acessibilidade e como o decreto 5296 ajudou na conscientização de padrões WEB. E que uma concessão da ONU que dá direitos as pessoas deficientes e poderá obrigar empresas do governo a implementar padrões WEB, promovendo acessibilidade para pessoas e dispositivos.
Fórum W3C Brasil - Ricardo Kobashi

Recentemente fizeram o site http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ e disseram ser acessível a qualquer pessoa / dispositivo, e esse site deve ser o padrão para sites do governo. Bom, se esse for o padrão, tenho algumas críticas:
1 – 113kb de JavaScipt?
2 – Recomendo usar a versão packed do jQuery, seriam 68kb a menos.
3 – Fazer uma versão dos “botões de acessibilidade” pra quem não tem JavaScript.

Klaus Birkendihl e Hugo Hoeschl falaram sobre Web Semântica. E para encerrar, anunciaram duas novidades da W3C Brasil que devem estrear até o fim de outubro: um grupo, com uma lista de emails e uma wikipedia para trocar informações de padrões web.
Wiki - W3C Brasil

Enfim, o evento que foi curto, 4 horas com um coffee break e um brunch (que não tinha nada vegan =/ ), serviu para pegar contatos e apresentar as ações da W3C no Brasil.

Aurora, Chrome e Ubiquity: aperitivos da web semântica?

Em tempos de Chrome, Ubiquity e Aurora, acho que não tem como escapar do assunto “navegadores”. Depois que se cansou de discutir redes sociais, web 2.0, design centrado no usuário, os olhos agora se voltam para aquele que é o elemento mais importante pra se aproveitar os recursos que a web oferece, o browser.

A guerra que o Danilo mencionou no post anterior, é bem tangente. A equipe do Opera tirou um pouco o time de campo na hora de lutar pelo espaço no desktop, e focou seu trabalho no nicho de mercado menos explorado até então: sistemas mobile. E nisso tem se tornado absoluta (apesar das especulações da possível versão do Chrome para Android, que parecem bastante coerentes).

Enquanto isso, a Microsoft vê sua hegemonia ruir perante o novo modelo de sociedade comunal do Open Source. O modelo “comunista” do Firefox e do conceito Open Source – agora também adotado pelo Chrome – tem ganhado força, apesar da Microsoft ainda ser líder de mercado. (Qualquer semelhança com a relação China x EUA é mera coincidência – ou sinal de novos tempos?)

A estratégia mirabolante do Download Day foi uma grande sacada de marketing, que deu a visibilidade que o Firefox precisava (ok, eu também participei do Download Day, mas pra que tanta mobilização se não existia nenhum recorde anterior?). O Google lança o Chrome com história em quadrinho e o furor de sempre que o Google consegue em cada um de seus lançamentos.

E o mercado promete mais. A unificação de funções e serviços parece ser uma tendência. O grande alarde em torno do Chrome, não é somente por ser uma ferramenta com a marca Google, mas chama atenção pela provável integração que terá futuramente com serviços do Google. Conciliar as funcionalidades do Gmail, IGoogle, GoogleReader, Orkut, GoogleDocs, e milhões de outras ferramentas em um único software, realmente soa promisssor.

Enquanto essas coisas todas não acontecem, o Ubiquity começa a trazer essas novas possibilidades de integração. Com a extensão instalada no Firefox, um simples CRTL + Space abre um caixa de busca com opções de busca semântica.
De previsão do tempo, mapas, calculadora, tradução à outros “comandos” que podem ser desenvolvidos pela comunidade, o usuário só precisa escrever o que quer. A extensão ainda está na versão 0.1, mas já prova que a tendência será otimizar a experiência do usuário e a contextualização da informação.

Outra novidade promissora é o conceito do Aurora da Mozilla Labs e a Adaptive Path, um navegador que além da integração de funcionalidades e serviços web, iria revolucionar a experiência do usuário na navegação. O conceito foi apresentado no início de agosto, nesse vídeo demonstrativo.

Por ser ainda conceitual, o Aurora só nos deu uns gostinho do que vai ser a próxima revolução na web. No entanto, os lançamentos do Ubiquity, e Google Chrome indicam que essa mudança pode estar mais perto do que imaginamos.