Por que os usuários não trocam o IE? (E porque não adianta culpá-los)

Há muito tempo que o TidBits ficou só por conta do Danilo, e nos últimos tempos, nem ele tem dado conta.
Eu acabei ficando extremamente focada no meu trabalho como AI, e distanciando muito de tecnologia, desenvolvimento, webstandards (embora estejam altamente interligados!).

Mas essa semana, dois textos que eu li me fizeram querer voltar ao blog e tentar trazer para o TidBits uma discussão para convergir um pouco mais as necessidades dos desenvolvedores com as preocupações com o usuários, que são afinal, os elementos principais dessa coisa toda (se não fosse por eles – e nós, que também o somos – não estaríamos aqui discutindo, e desenvolvendo soluções).

Infelizmente, não foram textos que me chamaram a atenção pela qualidade – e sim pela confusão que suas autoras fizeram.
Não que essas pessoas sejam profissionais ruins, nem as conheço para dizer, mas é que de um tempo para cá parece que a discutir usabilidade e experiência do usuário se tornou mais comum. E com isso, muitas coisas (boas e ruins) reverberam por aí sobre o tema, e todo mundo lê e espalha essa informação. E quando isso não é sua área de especialização, fica um pouco difícil filtrar quem está (mais) certo ou (mais) errado no meio dessa gritaria toda.

Fato é que me chocou um pouco ver que tem gente confusa nessa história toda, propagando mais confusão.
Um desses textos era de uma jornalista, blogueira, que mantém um blog bacaninha sobre tecnologia e o texto dela – ela deixou bem claro, que era puramente opinativo – falava sobre um assunto recorrente aqui: o uso do problemático IE6.
Ainda assim, ela deixou uma opinião que me fez cair a ficha de que muita gente pensa assim: “O Internet Explorer (IE) só é o browser mais utilizado no mundo por causa do comodismo das pessoas.”

Eu sei que para maioria de vocês, que lêem o TidBits e são desenvolvedores, estão lá no dia-a-dia tendo que fazer mil gambiarras para aquele png funcionar no IE, a coisa pode parecer isso mesmo: a culpa é do usuário por ele ter um browser horrível e você precisar gastar o dobro do tempo para fazer uma transparência funcionar.

Acontece que um equívoco que a gente comete constantemente por estar “respirando” internet é examente achar que, pro usuário, isso realmente tem importância. Porque não interessa se ele usa o IE, o Firefox, o Opera ou o Chrome, não é questão de comodismo – é questão de relevância. Pense por exemplo em algo que você não dá a mínima, e tente comparar.

Eu por exemplo, não dirijo, e não ando de carro. Pra mim tanto faz se um modelo tem rodas x, ou freios sei lá o que. O importante é a finalidade: transporte. Dentro disso, as “features” do carro são completamente dispensáveis para mim.  E se um dia eu tiver um carro, e puder trocar por um modelo bem mais completo o carro que eu tenho (que custe o mesmo), eu provavelmente não vou fazer. E não é que eu esteja acomodada – é que um carro para mim só serve para eu me transportar – e enquanto o carro que eu tenho servir para essa finalidade, não existe motivação para a troca.

É mais ou menos assim que funciona com o usuário: enquanto atender suas necessidades, o IE 6 vai ser o browser que ele vai usar. Isso pode fazer você pensar: então temos que deixar de dar suporte ao IE 6 para que as pessoas parem de usá-lo? Na teoria, passa por aí. Na prática, a nossa realidade pode ser diferente.

Tomar uma decisão arbitrária é um risco de negócio que precisa ser avaliado. Será que seu site permite que você sugira uma atualização no browser do usuário? Será que se um usuário não conseguir abrir seu site no navegador dele ele vai insistir em ver o que você tem para mostrá-lo? Isso é um grande DEPENDE.

Enquanto existe capacidade / disponibilidade para replicar a experiências do usuário em TODOS os browsers, estamos no mundo ideal. Quando isso não ocorre, podemos oferecer pro usuário uma versão simplificada, e sugerir que experimente uma interação mais rica com um navegador mais adequado. (O Twitter, por exemplo, adota a segunda opção, enquanto o Google funciona em quirks mode para suportar o IE 6).

De modo geral, é preciso entender que essa decisão é estratégica. Antes de optar por abolir ou não o suporte a um navegador, você precisa analisar o impacto disso – por exemplo, se você tem um site voltado para classes c e d, que utilizam principalmente lan houses, sugerir a instalação de um browser para o site funcionar, seria um tiro no pé.
No entanto, se você oferece algo especialmente diferente (como o Twitter) você pode se arriscar a tomar decisões – pois terá um usuário motivado a fazer adaptações para utilizar aquele ambiente.

Pra finalizar, um vídeo (em inglês), chamado “What’s a browser?” –  para vocês verem o quanto as pessoas (não) estão preocupadas com isso:

PS: E culpem os usuários, se quiserem. Eles não darão a mínima, desde que eles consigam entrar naquele site, seja com o internet explorer, firefox ou uma roda.

Market Share Fevereiro de 2009 – Firefox 3 supera participação de mercado do IE6

A Net Aplications disponibiliza mensalmente relatórios com estatísticas (ou curiosidades) para todos nós, desenvolvedores ou até mesmo clientes.

Os relatórios são muitos, sempre em participação, sendo assim. Qual a participação de cada navegador, de cada sistema operacional, cada buscador, resoluções de tela, etc.

Nesse mês o grande destaque foi que o Firefox 3 superou, em participação de mercado o IE6.

Confira os gráficos referente a fevereiro de 2009:

Navegadores

market share fevereiro 2009 - navegadores

De janeiro pra cá, pouco mudou, mas o que mudou foi o mesmo de sempre, IE cai, Firefox e Safari sobe, e o chrome prova que foi um boom mesmo e cai novamente.

Compare com janeiro de 2009.

Navegadores por versão

Market Share Fevereiro de 2009 - Navegadores por versão

De janeiro pra cá, o IE7 se manteve estável, mas a grande mudança foi a superação do Firefox 3 em relação ao IE6, uma ótima notícia para nós, desenvolvedores.

Compare com janeiro de 2009.

Sistemas Operacionais

Market Share Fevereiro de 2009 - Sistemas Operacionais

De janeiro pra cá, contrariando os últimos meses de época de fim de ano e natal, em fevereiro a participação de mercado do windows sobe enquanto Mac cai.

Compare com janeiro de 2009.

Buscadores

Market Share Fevereiro de 2009 - Buscadores

De janeiro pra cá, nenhuma mudança grande, Google subiu um pouco assim como MSN e o Live Search.

Compare com janeiro de 2009.

Resoluções de Tela

Market Share Fevereiro de 2009 - Resoluções de tela

De janeiro pra cá, as resoluções que mais cresceram foram as do monitores wide: 1680×1050 e 1440×900.

Compare com janeiro de 2009.

Todos os dados são referentes ao último mês (Fevereiro de 2009). Veja os Market Shares antigo para comparar as diferenças com o último mês.

Market Share Janeiro de 2009 – Produtos da microsoft em queda.

A Net Aplications disponibiliza mensalmente relatórios com estatísticas (ou curiosidades) para todos nós, desenvolvedores ou até mesmo clientes.

Os relatórios são muitos, sempre em participação, sendo assim. Qual a participação de cada navegador, de cada sistema operacional, cada buscador, resoluções de tela, etc.

Seguindo a tendência, Internet Explorer, Windows e o buscador MSN vem perdendo participação do mercado.

Confira os gráficos referente a janeiro de 2009:

Navegadores

Market Share Janeiro de 2009 - Navegadores

Enquanto a participação do Internet Explorer cai, todos os outros navegadores tiveram pequenas altas.

Compare com dezembro de 2008.

Navegadores por versão

Market Share Janeiro de 2009 - Navegadores por versão
Internet Explorer 6 pela primeira vez desde 2002 fica abaixo de 20%, será que até o final do ano chega abaixo dos 10%? Espero que sim.

Compare com dezembro de 2008.

Sistemas Operacionais

Market Share Janeiro de 2009 - Sistemas Operacionaisveja mais tidbits
Destaque para o Mac que vem crescendo bastante e logo mais deve chegar a 10% do mercado. Enquanto Iphone sobe e linux cai, será que eles ainda trocam de posição?

Compare com dezembro de 2008.

Buscadores

Market Share Janeiro de 2009 - Buscadores
Pouco se mudou do mês passado pra cá, o Google teve uma pequena alta, Yahoo uma pequena baixa enquanto os demais buscadores ficaram praticamente estáveis.

Compare com dezembro de 2008.

Resoluções de Tela

Market Share Janeiro de 2009 - Resolucoes de tela
Depois do natal, as resoluções consideradas alta, tiveram uma pequena alta, enquanto o 800×600 vai morrendo lentamente. Já é hora de parar de fazer layouts para essa resolução (tipo o tidbits hahaha)?

Compare com dezembro de 2008.

Todos os dados são referentes ao último mês (Janeiro de 2009). Veja os Market Shares antigo para comparar as diferenças com o último mês.

Novidades dos browsers, Mozilla lança Fennec, IE8 roda Javascript lento, Opera Mini é lançado pro Android

Olá pessoal, fiquei algum tem sem escrever aqui, estava num período de férias do blog (sem tempo também, estava trabalhando no mínimo 10 horas por dia além de fazer freela), semana que vem prometo bons posts, mas por hoje, segue uma coleção de notícias recentes que achei interessante nesse chamado “mercado dos browsers”.

Guerra dos Browsers

O Fennec, um Firefox para celulares deve estrear em fevereiro desse ano. A primeira versão deve chegar, primeiro, nos HTC Touch Pro.

veja mais tidbitsO demorado IE8 que parece que nunca vai ser estreado. Nós, os programadores de interface esperamos que enfim a Microsoft, que pode ter que retirar o Internet Explorer do windows, lance um browser que suporta os padrões web e quem sabe, o IE6 é aposentado de vez? Mas a notícia que nós recebemos é desanimadora.

Uma semana depois da Microsoft disponibilizar o Release Candidate do Internet Explorer 8 um teste da Computerworld EUA afirma que o IE8 tem o pior desempenho de Javascript entre os novos browsers, um pesquisador diz que o recurso de privacidade do IE8 não é nada privativo na sua versão beta, além das famosas falhas de segurança da microsoft que disponibiliza atualizações toda semana para corrigí-las.

E por final, aproveitando o novo mercado de browsers para celulares, o Opera Mini finalmente é lançado para Android , apesar de já ter sido beta a muito tempo.