Sep 4

Já sei programar, vale a pena fazer faculdade?

Muitas pessoas devem fazer essa pergunta pra si própria. Minha opinião é NÃO, não vale a pena. Pelo menos pra mim não valeu. Tudo bem, fiz uma faculdade fraca (UMC – Villa Lobos), curso tecnólogo (3 anos). Mas, pensa só… uma faculdade de 700 reais de mensalidade, custa 25 mil reais ao longo do curso (se não tiver reajuste) e as 4 horas por dia (5 ou talvez 6, 7 contando transporte e trabalhos pra entregar), durante 3 anos, é MUITO tempo também.

Enfim, aprendi bem pouco pelo enorme tempo e dinheiro investido, me arrependo de ter feito faculdade, se eu gastasse o mesmo dinheiro em cursos, podia ter Certificado Java da Sun, PHP da Zend, Cisco, além de muitos cursos interessantes hoje na Impacta, Visie e até no Senac… Enfim, muito mais cursos onde realmente se aprende e que pesam no currículo.

Em tecnologia, as empresas não procuram por um profissional formado em sistemas de informação ou em ciência da computação pode ver na Apinfo, Clickjobs, Vagasnaweb ou qualquer outro site de empregos de TI, procuram por programadores .net, asp, c#, php, java, xhtml/css, oracle… enfim… coisas úteis para construir um site / um sistema. E tudo aquilo que passam nas aulas da faculdade de calculo de números binários, matemática e estátistica, funcionamento de um processador, registradores. Provas sobre gerenciamento da memória, trabalhos sobre computadores de 1960, etc. Com certeza, isso pode ser usado em alguma empresa que fabrica hardware ou sei lá o que mas, no Brasil é 100 vezes mais útil fazer um curso de linguagem de programação. Ou se você já sabe a linguagem, pode gastar o tempo que ficaria na faculdade fazendo freelas ou estudando em casa. Acredito que se aprende tanto quanto ou mais fazendo projetos reais em casa durante 3 anos do que frequentar uma faculdade.

Sep 4

Gerador de Lorem Ipsum para Ubiquity

A pedido da Belinha (e uma boa dose de insistência da parte dela), programei um comando de lorem ipsum para o ubiquity da Mozilla.

O resultado foi esse:
gerador de lorem ipsum para ubiquity -firefox

Para adicionar o commando, considerando que já tenha o ubiquity instalado, é claro, é só clicar no botão “Subscribe” a direita dessa barrinha que apareceu no canto superior do seu firefox :

Em seguida é só confirmar na tela abaixo:

e pronto, reinicie o firefox, aperte ctrl + espaço e digite lorem para chamar a função.

Sep 3

Como usar JQuery junto com Prototype ou Mootools

JQuery, Prototype e Mootools são os frameworks de javascript mais usados hoje em dia. Tais frameworks servem pra facilitar

o código e ganhar tempo no desenvolvimento do projeto. Todos tem plugins a kilo na internet, pra fazer muita coisa que antes perdiamos tempo fazendo, como validações, efeitos dhtml, ajax, etc.

Eu utilizo só JQuery porque acho simples e completo. Não é recomendado usar 2 desses frameworks em um único projeto. Mas se precisar, vai encontrar incompatibilidade pois todos usam como a função básica o $

Para evitar esse confilto com Jquery, e utilizar outro desses frameworks faça assim:

invoque o Jquery normalmente.

<script type="text/javascript" src="jquery.js"></script>

Abra o JQuery e coloque depois da última linha o seguinte comando:

var J = jQuery.noConflict();
// J passa a ser a função básica do Jquery

depois invoque o mootols, ou o prototype

<script type="text/javascript" src="mootools.js"></script>

emfim, fica assim

função Jquery (fica com J no lugar de $)

J('a#link_menu').click(function(){
   J('#menu').show();
   return false;
})

funcão Mootools (nada muda)

$('a#').addEvent('click', function(e) {
	e.stop();
	$('#menu').fade(0);
});
Sep 3

Aurora, Chrome e Ubiquity: aperitivos da web semântica?

Em tempos de Chrome, Ubiquity e Aurora, acho que não tem como escapar do assunto “navegadores”. Depois que se cansou de discutir redes sociais, web 2.0, design centrado no usuário, os olhos agora se voltam para aquele que é o elemento mais importante pra se aproveitar os recursos que a web oferece, o browser.

A guerra que o Danilo mencionou no post anterior, é bem tangente. A equipe do Opera tirou um pouco o time de campo na hora de lutar pelo espaço no desktop, e focou seu trabalho no nicho de mercado menos explorado até então: sistemas mobile. E nisso tem se tornado absoluta (apesar das especulações da possível versão do Chrome para Android, que parecem bastante coerentes).

Enquanto isso, a Microsoft vê sua hegemonia ruir perante o novo modelo de sociedade comunal do Open Source. O modelo “comunista” do Firefox e do conceito Open Source – agora também adotado pelo Chrome – tem ganhado força, apesar da Microsoft ainda ser líder de mercado. (Qualquer semelhança com a relação China x EUA é mera coincidência – ou sinal de novos tempos?)

A estratégia mirabolante do Download Day foi uma grande sacada de marketing, que deu a visibilidade que o Firefox precisava (ok, eu também participei do Download Day, mas pra que tanta mobilização se não existia nenhum recorde anterior?). O Google lança o Chrome com história em quadrinho e o furor de sempre que o Google consegue em cada um de seus lançamentos.

E o mercado promete mais. A unificação de funções e serviços parece ser uma tendência. O grande alarde em torno do Chrome, não é somente por ser uma ferramenta com a marca Google, mas chama atenção pela provável integração que terá futuramente com serviços do Google. Conciliar as funcionalidades do Gmail, IGoogle, GoogleReader, Orkut, GoogleDocs, e milhões de outras ferramentas em um único software, realmente soa promisssor.

Enquanto essas coisas todas não acontecem, o Ubiquity começa a trazer essas novas possibilidades de integração. Com a extensão instalada no Firefox, um simples CRTL + Space abre um caixa de busca com opções de busca semântica.
De previsão do tempo, mapas, calculadora, tradução à outros “comandos” que podem ser desenvolvidos pela comunidade, o usuário só precisa escrever o que quer. A extensão ainda está na versão 0.1, mas já prova que a tendência será otimizar a experiência do usuário e a contextualização da informação.

Outra novidade promissora é o conceito do Aurora da Mozilla Labs e a Adaptive Path, um navegador que além da integração de funcionalidades e serviços web, iria revolucionar a experiência do usuário na navegação. O conceito foi apresentado no início de agosto, nesse vídeo demonstrativo.

Por ser ainda conceitual, o Aurora só nos deu uns gostinho do que vai ser a próxima revolução na web. No entanto, os lançamentos do Ubiquity, e Google Chrome indicam que essa mudança pode estar mais perto do que imaginamos.