Os 10 erros de SEO que você não deve cometer

Estou inspirada em posts de listas, principalmente listas que dizem o que você não deve fazer. O de hoje é sobre os erros de SEO que podem prejudicar o pagerank do seu site, sem muito enrolação, vamos direto aos tópicos para não tirar a relevância das palavras-chaves desse post (rs..):

1. Escolher as keywords erradas
Por mais que você conheça seu público e o seu site, nunca utilize somente o chutômetro pra definir as keywords que você vai trabalhar. O importante não é o termo com o qual você define seu site, e sim como o seu usuário busca pelo seu conteúdo. Utilize ferramentas de métricas de keywords, como o Google Trends (que compara os volumes de buscas de diferentes palavras-chaves). Verificar volume de busca e uso da concorrência também é bacana no Google Adwords.

2. Esquecer da tag title
Existem dois grandes motivos para não se esquecer dessa tag. A primeira é que ter a keyword no title reforça a relevância de sua página para aquela palavra-chave específica. A segunda é que o titulo da página é exibido no resultado dos buscadores. Uma página chamada “Untitled-1” não costuma ser muito atraente aos usuários. Só ilustrando a questão, clique se quiser ver as 1.910.000 páginas (do Brasil) que retornam a busca por “Untitled Document”.

3. Fazer o site todo em flash
Mesmo que o Google tenha anunciado que irá começar a ler os sites em Flash, a tecnologia ainda é insuficiente . Além de prejudicar acessibilidade, e estar em desacordo com as próprias diretrizes de qualidade recomendadas pelo Google, os sites em flash não são vasculhados e indexados. Quando essa opção não pode ser descartada, a alternativa é fazer uma versão HTML do site, ou extrair o conteúdo de alguns XMLs para ser indexado. Há uma documentação do próprio Google sobre isso, para quem se interessar.

4. Menus com javascript
Os crawlers também não lêem Javascript, e, consequentemente não o indexam (e lógico, não seguem os links indicados por ele). Isso faz que as outras páginas do site não sejam encontradas pelo googlebot quando ele estiver passeando pelo seu site. Uma solução para esse problema é manter um sitemap.xml e avisar o Google sobre ele (veja como aqui).

5. Preocupar-se demais com metags
Quando nem existia o termo e o conceito de Search Engine Optimization, a metakeywords eram realmente importantes. Encher a metadescription de palavras-chaves também era uma boa opção. Mas o Google ficou mais espertinho, e cada vez mais justo, e fez as metatags perderem sua importância na hora de conferir relevância à um site. Por isso, o principal das metatags, é fazer uma description realmente atrativa, que convença o usuário que te econtrou no Google, que o conteúdo de sua página é relevante o bastante para ele (lembre-se que a média de caractéres exibidos é 160). Já as keywords, duas ou três palavras-chaves devem ser utilizadas em média, para não se diminuir a relevância de suas palavras principais.

6. Usar apenas imagens no header
Nunca despreze a importância de um h1 e h2 para o buscadores. Coloque títulos como títulos, sempre que possível. Se o site exige um header com uma fonte que não seja de sistema, a alternativa é utilizar o h1 com image replacement (- que é a colocar a figura como o background do elemento, no CSS).

7. Não utilizar URLs amigáveis
Utilizar técnicas como o mod_rewriter para fazer que as páginas dinâmicas tenha URLs amigáveis é fundamental para que seu conteúdo possa ser encontrado. Um bom exemplo de um site que deveria usar e isso e não usa é o site da Abril: o conteúdo de todas as revistas está online, mas é quase impossível de encontrar pelos buscadores.

8. Utilizar técnicas blackhat
Fazer spam de palavras-chaves escondidas pelo css, exibir páginas diferentes para usuários utilizando cloaking, redirects que passam o usuário pela página com keywords e conduzem o usuário rapidamente para a página correta, enter várias outras técnicas que trazem o usuário para um conteúdo não relevante. Todas essas técnicas são conhecidas como blackhat, e podem fazer aumentar as visitas do seu site a curto prazo, mas quando descobertas, todas elas são punidas pelo Google – que joga sua página para os últimos resultados ou mesmo remove ela da indexação.

9. Participar de “farmlinks” e ter backlinks ruins
Nesse caso, o ditado representa a verdade “diga-me com quem você anda, que eu te direi quem voê é”. Participar de farmlinks (sites que existem somente para distruibuir backlinks), ou fazer trocas de links com conteúdos que não tenham relação com seu conteúdo não é um bom caminho. Não se sabe ao certo, mas alguns dizem que o Google mede não só o Pagerank, mas o “Pagetrust” do seu site, para saber se aquele conteúdo é realmente relevante, ele também analisa os links que você fez, se apontam para sites bem classificados ou sites que foram punidos pelos buscadores.

10. Não ter as keywords no conteúdo
A keyword não precisa ter peso somente no título e nas metatags. Ela precisa estar por todo o conteúdo, para que o site consiga um bom posicionamento nos resultados de busca. Isso é cuidado do Google, para que não só os títulos sejam relevantes às buscas dos usuários, mas também todo o texto.

Update: Baseado no artigo do Top 10 Seo Mistakes do Webconf

Podcasts sobre desenvolvimento web, tecnologia e internet

Montei uma coleção de podcasts que falam de internet ou desenvolvimento web. Todos os podcasts estão disponíveis para ouvir nos sites e para download para você ir ouvindo no seu celular / ipod / mp3 player e aprendendo algo novo enquanto está indo trabalhar, principalmente pra quem mora em São Paulo e demora bem mais que uma hora pra chegar no trabalho…

O SEOCast fala sobre SEO / SEM, dando dicas para promover o seu site nos buscadores. Tem apenas 5 episódios, vale a pena escutar.
Seocast - Podcasts Sobre SEO e SEM

Podcast Digital Paper grava a cada 14 dias um podcast falando basicamente sobre Internet mesmo. Temas interessantes já foram discutidos lá como: microformats, acessibilidade, wordpress, usabilidade entre outras coisas. Os podcasts são apresentados de forma divertida e descontraída e tem duração aproximada de uma hora cada um.
Podcast Digital Paper

Tem também o Podcast da revista Info e o blog Decodificando quem falam sobre novas tecnologias, novos produtos. Legal pra quem é geek.

E por último, um podcast onde você provavelmente não vai aprender nada, mas vai dar boas risadas, o jovem nerd apresenta notícias e debate de forma divertida. O podcast já está na edição 130, o site é antigo, vem desde 2002 mas curiosamente, neste momento está fora do ar, espero que seja só uma queda de servidor.

Ferramentas de métrica online para webmasters ou curiosos

Um pequeno post com ferramentas interessantes para webmasters, ou olhos-gordos que querem ficar sabendo à quantas anda o site do vizinho. Algumas serviços que podem ser util para medir o tráfego e popularidade de seus sites (principalmente pra quem não tem como usar o Google Analytics):

Logo do site Popuris
1.Popuri.us
Serviço que checa o grau de popularidade do seu (ou qualquer outro) site / blog trazendo dados de PageRank, Backlinks, del.icio.us, Alexa e Technorati.

Logo do site Quarkbase
2. Quarkbase
Uma breve descrição do site, e um snapshot da home são as primeiras informações do Quarkbase. Outros dados são bastante interessantes, como o indice do Alexa, as tags principais do Blog, além de links do del.icio.us e Twitter e sites relacionados.

about-this-site
3. AbouThiSite
Com uma interface ajax-bonitinha-amigável o AbouThiSite faz a mesma coisa que os outros de cima. Com um certo valor para o PageRank e mais precisão para a média de visitantes diários. (Devo confessar que sempre fui muitissímo curiosa em relação às médias alheias…)

Logo do site FeedCompare
4. FeedCompare
Mais um da linha “será que a grama do vizinho é mais verde”, o site oferece um medidor de feeds, para comparar o número de assinantes do RSS. Infelizmente, o serviço só atende aos usuários que utilizam o FeedBurner.

Yahoo! Site Explorer
5. Yahoo! Site Explorer
Rastreia todos os links (internos e externos) para o site consultado. Simples e direto, é uma ótima ferramenta de monitoramento.

Compete Analytics
5. Compete Site Analytics
Gráficos comparativos de média de visitantes de até 3 sites. Tem aparência do Google Trends, mas ao invés de competir as palavras chaves, utiliza o blog. Também bem fácil, mas… a lista de sites indexados aidna precisa crescer um pouco.

Como funciona o PageRank?

Este post começa com uma história (se você não gosta de história pode pular direto à explicação): há muitos e muitos anos atrás, quando a web ainda era uma selva de gif animados, o caos predominava. Alguém tentou colocar um pouco de ordem nesse caos, e surgiram os diretórios de sites. Eles até que funcionaram por um tempo, enquanto a web não era tão grande, e enquanto as pessoas não eram tão dependentes dela.

Mas aí a coisa começou a crescer e crescer, e surgiu a necessidade de uma busca mais abrangente. Criaram os spyders, crawlers, bots (- ou qualquer outro apelido carinhoso que se queiram dar pra essas criaturinhas), que a partir de um link inicial, começaram a vasculhar todas as páginas da web, e as páginas que estavam interligadas à elas, e as páginas que estavam interligadas às páginas interligadas, e as páginas interligadas à páginas… (ok, acho que deu pra entender né?).

Enfim, o problema foi que, ao contrário dos diretórios, que podiam ser categorizados pelos humanos, em ordem alfabética, e em categorias distintas, as páginas encontradas pelos crawlers não tinha uma organização lógica. Por isso, dois caras muito espertos que tinham um plano pra conquistar o mundo, o Pink Sergey Brin e o Cérebro Larry Page criaram um algoritmo de rankeamento de páginas chamado PageRank (nome criativo, não?).

Mas, afinal, como funciona o PageRank?

Bom, o PageRank nada mais é que um sistema de votos, e como toda democracia, tenta ser o mais justo possível (embora nem sempre consiga). A idéia do PageRank é colocar os bilhões de páginas indexadas pelos seus crawlers em ordem de importância.

Para fazer isso, o Google registra os “votos” de cada página, e esses votos dão os valores desssa página, em relação à todas outras. Esses votos, são, a grosso modo, os links que referenciam esta página. O Google tenta “não ser malvado”, por isso ele entendeu que os votos não poderiam ter um peso igual, já que a importância das páginas que “votam” não é igual. Por isso, cada página votante, tem também um PageRank, que confere valor ao seu voto.

Quando uma página referencia outras, seu PageRank é trasmitido dividido entre as páginas linkadas. Em um modelo mais ou menos assim:

Funcionamento do Pagerank

Além disso, é importante lembrar que o PageRank não atribui valor ao site, e sim a cada página individualmente. Então links internos são de extrema importância. Por isso, para atingir boas posições nos resultados de busca, fala-se tanto a importância do “Link Building”, ou seja, construir uma (boa) rede de links que refereciem seu site.

Para saber o valor do PageRank de sua página, site ou blog, recomendo a Calculadora de Pagerank, uma excelente ferramenta, desenvolvida pelo Paulo Teixeira, do blog Marketing de Busca (e um dos maiores especialistas em SEM e SEO no Brasil).