Facebook precisaria contratar a população inteira do Chile pra ler suas mensagens

Recentemente um post alegando que o Facebook guarda no banco de dados tudo aquilo que você faz (e até o que você não faz) na rede social gerou polêmica e levantou mais uma vez o debate sobre privacidade. Acho válido levantar alguns números que respondem a maioria das questões.

A questão levantada foi que, tudo o que você digita gera valor no site, e isso é verdade.
E se você digita mas não envia algo, esse valor é desperdiçado. Por conta disso, o Facebook tenta entender porque você desistiu.

Antes, é necessário dizer que é possível sim. Mesmo se você não clicar em “Enviar”, o Facebook pode sim salvar o que você digitou e armazenar num banco de dados. O rascunho do gmail faz isso, o autocomplete quando você digita @algumacoisa e o Facebook te sugere uma pessoa ou uma fanpage, também faz, envia sua informação (e devolve uma lista de pessoas e fanpages) antes mesmo de você apertar o botão enviar.

E isso vai girar muitos, muitos registros no banco de dados da rede social.

Assim, numa macro análise verificando milhões (talvez bilhões) de dados, pode-se encontrar estatísticas interessantes pra quem administra o site.
Por exemplo, se no formulário de enviar parabéns aos aniversariantes tem uma desistência de 15% (pessoas que começaram a digitar mas não enviaram nada), eles podem tentar aumentar o botão “enviar”, ou diminuir a área do input pra sugerir um texto menor (mais fácil). Se a taxa de desistência cair pra 4%, por exemplo, melhor pro Facebook.

Outro exemplo, se na Itália as pessoas desistem mais de criar fanpages, talvez algum algum botão em Italiano esteja mal traduzido, e é possível melhorar.

Toda essa análise de dados, é interessante pra eles e é completamente válido, eu faria isso se tivesse uma equipe do tamanho do Facebook, pronta pra analisar todo o tipo de dado possível.

O erro das pessoas, é achar que o Facebook seja um big brother, que analisa individualmente a mensagem que você pensou em mandar pro sua namorada ou ex-namorada mas desistiu.

Imaginem quem tem 1 bilhão de pessoas no Facebook. Quantas pessoas seriam necessárias pra analisar tudo? 10 milhões? Seria necessário contratar a população adulta do Chile, por exemplo pra monitorar tudo o que é feito lá dentro.

Enfim, informações da nossa vida toda está lá. Devemos nos preocupar? Creio que não. Se alguma pessoa tiver acesso a tudo, não são as suas mensagens que essa pessoa irá ler.

Adicionando callbacks por JavaScript no tweet button / like button / +1 button

Imaginei vários cenários em que isso pode ser útil, basicamente adicionando uma função de callback no JavaScript após twittar ou dar like / curtir ou apertar o botão mágico que o Google inventou, que quando você clica soma 1 (HÁ!), enfim, pode evitar que você precise programar server-side e se preocupar com oauth, e os malditos tokens, ou seja, dá pra fazer tudo no JavaScript, tipo:

  • Como trackear ou como colocar tags do Google Analytics no tweet button , like button e +1 button, mensurando o compartilhamento de cada post, página ou sessão do site nas redes sociais.
  • Aplicações do tipo, pague com um tweet, ou compartilhe para fazer o download, liberando um conteúdo, uma foto um vídeo ou qualquer arquivo somente depois que o usuário efetivamente compartilhar a página no Twitter, Facebook ou Google Plus.
  • Fazer coisas bregas do tipo “Obrigado por compartilhar“, tem gente que adora isso, sério.

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